A Polícia Civil prendeu em flagrante, na noite desta segunda-feira (11), um homem suspeito de exercer ilegalmente a profissão de médico-veterinário em uma clínica de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Daniel do Nascimento Soares Bittencourt foi encontrado por agentes da 59ª DP (Duque de Caxias) enquanto realizava uma cirurgia em um gato.
Durante a abordagem, os policiais perguntaram ao suspeito qual era seu registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária. Daniel respondeu que não tinha registro e afirmou que ainda cursava o sexto período da graduação.
A clínica onde o atendimento era realizado não possuía as licenças necessárias para funcionar e foi interditada. Durante a fiscalização, os agentes encontraram medicamentos veterinários vencidos expostos para venda, além de constatarem a ausência de equipamentos adequados para a esterilização de instrumentos cirúrgicos, alvará de funcionamento e licença sanitária.
Segundo a investigação, Daniel já havia sido citado anteriormente por exercício ilegal da profissão, mas continuava realizando atendimentos veterinários sem habilitação.
Um dos casos investigados envolve a tutora de uma gata que procurou a clínica no mês passado. De acordo com o relato prestado à polícia, Daniel realizou uma cirurgia no animal e afirmou ter implantado dois pinos na perna.
Dias depois, a tutora percebeu sinais de necrose na pata e levou a gata para atendimento em outra clínica. Segundo ela, um exame de raio-X indicou que não havia pinos implantados e que o procedimento teria sido realizado de forma inadequada. O animal precisou amputar a perna.
A mulher também informou que consultou o número de registro profissional utilizado nos documentos apresentados por Daniel e descobriu que o registro pertencia, na verdade, a outro médico-veterinário.
Ainda segundo a Polícia Civil, Daniel responde a outros processos por crimes como falsidade ideológica, falsa identidade, estelionato, ameaça e crimes ambientais.
O suspeito foi autuado por exercício ilegal da medicina veterinária, estelionato, falsa identidade, maus-tratos a animais e crime contra as relações de consumo. As investigações continuam.

