Cinco mulheres denunciaram o ginecologista Carlos Alfredo Mendes de Oliveira por suspeita de abuso sexual durante consultas em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Os registros foram feitos entre 2015 e 2026, segundo a Polícia Civil.
As pacientes relatam que os episódios ocorreram durante exames ginecológicos e preventivos. Elas afirmam que sentiram desconforto, mas só entenderam a gravidade das situações depois.
Entre os relatos, há acusações de toques sem relação com os procedimentos, aproximações inadequadas e comportamentos que teriam causado intimidação durante as consultas.
Uma das mulheres disse ter saído em estado de choque. Outra afirmou que acreditou ter sido vítima de abuso logo após o atendimento.
A delegada Vanessa Martins, da Deam de São João de Meriti, afirmou que a investigação identificou indícios de condutas fora do padrão médico, incluindo toques íntimos desnecessários e comentários de conotação sexual.
O médico teve o pedido de prisão preventiva negado pela Justiça. Na decisão, a magistrada considerou a idade do investigado, de 71 anos, e manteve medidas cautelares, como a proibição de exercer a medicina.
O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro informou que o registro do profissional está suspenso.
O Ministério Público denunciou o médico em março deste ano. O caso tramita em segredo de Justiça e a defesa não foi localizada.



