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Confronto em comunidade de Caxias termina com dois mortos e seis presos

Dois homens morreram e outros seis foram presos durante um confronto com policiais militares na manhã desta sexta-feira (09), na comunidade do Dique, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo a Polícia Militar, o grupo seria ligado ao Comando Vermelho e teria como liderança Jonatha Hyrval Cassiano da Silva, conhecido como Bochecha Rosa ou BX.

De acordo com a PM, agentes do 15º BPM (Duque de Caxias) realizavam uma operação emergencial para impedir uma possível invasão de criminosos à comunidade. Durante a ação, os policiais encontraram integrantes da chamada “Tropa do Caos”, apontada como um grupo de atuação na linha de frente da facção.

Houve confronto e dois suspeitos foram baleados. Eles chegaram a ser socorridos e levados ao Hospital Municipal Moacyr do Carmo, mas não resistiram aos ferimentos. Outros seis homens foram presos. Os policiais apreenderam três fuzis e roupas táticas e camufladas.

A ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), responsável pela investigação. A reportagem informou que não conseguiu localizar a defesa dos suspeitos, mas o espaço permanece aberto para manifestações.

 

Mais de 600 fuzis apreendidos em 2026

Com a apreensão desta sexta-feira, a Polícia Militar ultrapassou a marca de 600 fuzis retirados de circulação em operações realizadas em diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro ao longo de 2026, segundo a corporação.

 

Quem é Bochecha Rosa

Jonatha Hyrval Cassiano da Silva é apontado pelas autoridades como uma das lideranças do Comando Vermelho na região. Segundo informações policiais, ele seria responsável pelo tráfico de drogas na comunidade do Corte Oito e estaria envolvido em disputas territoriais nas comunidades do Dique, Pantanal e Gerusa, em Duque de Caxias.

Ele também é apontado como suspeito de ordenar a execução de um policial militar no Parque Fluminense, em agosto de 2025. O ataque terminou com a morte do sobrinho do agente, uma criança de três anos.

De acordo com as investigações, Jonatha também teria determinado a instalação de barricadas em vias de acesso ao Complexo da Mangueirinha. Ele é considerado foragido da Justiça e responde a acusações que incluem roubo, lesão corporal, homicídio qualificado, associação para o tráfico e sequestro.