A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (14), um miliciano do grupo liderado por Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, por extorquir comerciantes e cobrar taxas ilegais na Baixada Fluminense. Guilherme de Sá Andrade, o Guilherme da Vinheta, de 30 anos, foi localizado no bairro de Coroa Grande, em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio.
Segundo as investigações da 50ª DP (Itaguaí), Guilherme era considerado homem de confiança da organização criminosa e tinha a função de cobrar comerciantes. Ele também ameaçava de morte aqueles que se recusavam a pagar as taxas impostas pelo grupo.
De acordo com a Polícia Civil, Guilherme fazia as cobranças em dias e horários alternados. A partir de investigações e trabalhos de inteligência, os agentes identificaram o miliciano, que, segundo a instituição, já teve ligação com o Comando Vermelho (CV) antes de “pular” para a milícia.
Preso com revólver e dinheiro
Após monitoramento, os policiais o localizaram dentro de um veículo, depois de cobranças em um motel, uma padaria e uma loja da cidade.
Com ele, os agentes apreenderam um revólver e R$ 2.615, quantia que, segundo a investigação, seria das extorsões.
Guilherme da Vinheta foi autuado em flagrante por extorsão e porte ilegal de arma de fogo. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema. Agenda do Poder tenta contato com a defesa do preso.
Operação em Nova Iguaçu
Nesta quarta (14), a Polícia Civil desarticulou um grupo do miliciano Juninho Varão em Nova Iguaçu.
Segundo as investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), o grupo mantinha um esquema de cobranças ilegais no complexo residencial. O grupo criminoso cobrava uma taxa de R$ 70 aos moradores do conjunto, que tem cerca de 100 apartamentos.
Os moradores seriam ameaçados de violência e de expulsão das próprias casas caso não pagassem os valores exigidos. As extorsões somavam cerca de R$ 85 mil mensais.
Como o esquema funcionava
A apuração aponta que a organização criminosa tinha funções definidas para arrecadar o dinheiro, fiscalizar os pagamentos e prestar contas à liderança. O controle também se estendia à administração do condomínio, o que permitia ao grupo interferir na rotina dos moradores e explorar economicamente o conjunto residencial.
Entre os alvos estão Felipe Alves da Silva, o Felipinho, apontado como braço direito de Juninho Varão, com atuação no comando das cobranças, e Marcos Francisco dos Prazeres Júnior, o MJ, suspeito de executar ameaças e intimidações contra os residentes. Os dois estão foragidos.
PM entre os alvos
Um policial militar da ativa, o 2º sargento Carlos Luis Torres Correia, também foi alvo de mandado de busca e apreensão. De acordo com a investigação, ele teria influência na administração do condomínio, mantinha contato direto com integrantes da cúpula da milícia e participava da estrutura usada para intimidar os moradores.
Carlão estava em serviço no 7º BPM (São Gonçalo) e foi conduzido à Cidade da Polícia para prestar depoimento.

